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Processos Hidrológicos CST 318 Tema 7 – Hidrometria e Vazão ANO 2013

Processos Hidrológicos CST 318 Tema 7 – Hidrometria e Vazão ANO 2013. Laura De Simone Borma Camilo Daleles Rennó http://www.dpi.inpe.br/~camilo/prochidr/. Fluxo de escombros. http://www.youtube.com/watch?v=ehUnT_gLDx4. Escoamento superficial Revisão. Generalidades

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Processos Hidrológicos CST 318 Tema 7 – Hidrometria e Vazão ANO 2013

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Presentation Transcript


  1. Processos HidrológicosCST 318Tema 7 – Hidrometria e VazãoANO 2013 Laura De Simone Borma Camilo Daleles Rennó http://www.dpi.inpe.br/~camilo/prochidr/

  2. Fluxo de escombros • http://www.youtube.com/watch?v=ehUnT_gLDx4

  3. Escoamento superficial Revisão • Generalidades • processo hidrológico que estuda o deslocamento da água na superfície terrestre • Tem origem, fundamentalmente, nas precipitações • Constitui uma das fases mais importantes do ciclo hidrológico • Geração de água para aproveitamento humano • Proteção contra os fenômenos provocados pelo seu deslocamento – erosão do solo, escorregamento de encostas, inundação

  4. Componentes do hidrograma (ou hidrógrafa) tr tc • Tempo de resposta (tr): tempo decorrido entre o máximo do evento chuvoso e a máxima vazão produzida (vazão de pico) • Tempo de concentração (tc): intervalo de tempo decorrido desde a última precipitação que cai na bacia até o instante da ocorrência do ponto I (ponto de inflexão)

  5. Separação das componentes • Método 1 – prolonga-se a o trecho de recessão do hidrograma no período que antecede o início da chuva (ponto A) até o ponto B, sobre a vertical que passa pelo pico do hidrograma. Partindo-se de B desenha-se uma curva suave de condordância até o ponto I Volume escoado superficialmente

  6. Separação das componentes • Método 2 – procede-se como no método 1, porém a ligação entre B e I é por meio de um segmento de reta

  7. Separação das componentes • Método 3 – mais simples de todos e consiste em ligar os pontos A e I por um segmento de reta

  8. Separação das componentes • Método de Linsley, Kohler e Paulhus (1975) • N = 0,827 x A2 • N, dias; A, km2

  9. Separação das componentes • Obtenção dos pontos A e I • Ponto A - facilmente determinado, pois corresponde a uma mudança brusca na inclinação da curva de descarga • Ponto I – determinação mais difícil, existindo vários critérios na literatura para sua determinação Método gráfico Gráfico de Q x t, com Q na escala log

  10. Exercício • Na seção exutória de uma bacia com 36 km2 de área de drenagem, foram obtidos os registros horários de vazão decorrentes de uma chuva isolada com 2h de duração e 24 mm/h de intensidade • Promover a separação dos escoamentos superficial e de base • Calcular o volume escoado superficialmente e o total precipitado • Calcular a precipitação efetiva e o coeficiente de runoff • Tabela 1 – vazão horária observada no exutório

  11. Hidrometria • Hidrometria • Ramo da Hidrologia – base experimental • Responsável pela coleta e fornecimento dos dados - monitoramento hidrológico • Hidrometrista - deve entender e optar pelos métodos apropriados para medida do fenômeno em questão - vaeiações no espaço e no tempo • Hidrologia – foco no estudo da precipitação e da vazão, áreas em que a Hidrometria mais se desenvolveu – padronização e consolidação dos métodos de medição • A água de chuva não cai somente no rio – necessidade de conhecer o processo de geração de vazão como um todo • Medida de variáveis hidrológicas: • Precipitação • Níveis d’água, • Vazão

  12. Conceitos • Deflúvio • altura total de água que passa, em determinado período, pela seção transversal de um curso d´água – Ex.: deflúvio anual, mensal, semanal, diário, etc. • Reflete a quantidade de água produzida por uma bacia • Expresso em: • mm de altura de água • 1 mm = 1 litro/m2 (Se conhecermos a área de contribuição) • Cota • Altura de lâmina d’água tendo como referência um plano pré-estabelecido

  13. Conceitos • Descarga ou vazão • deflúvio na unidade de tempo – m3/s, litro/s • Produção hídrica ou rendimento hídrico • descarga total de uma bacia durante um determinado período • Vazão • Diária, mensal, annual • Vazão específica ou unitária • vazão por unidade de área da bacia • q = Q/A • Expressa em: m3/(s.km2), l/(s.km2) • Permite a comparação entre bacias, pois independe da área da bacia Q = P - ET Q = Qs + Qb

  14. Vazão ou descarga • Onde: • V– velocidade do rio (m/s) • A – área da seção transversal (m2) • Q – vazão ou descarga • As unidades mais comuns são: • Metros cúbicos por segundo (m3/s). • Litros por segundos (l/s) Declividade da superfície da água Declividade de fundo Área Profundidade Largura

  15. Medição de vazões • Feitas periodicamente em postos fluviométricos (determinadas seções dos cursos d´água,) • Métodos de medição • Métodos velocidade x área • Flutuadores • Molinetes hidrométricos • ADCP • Por processos químicos – traçadores • Construção de estruturas para medição

  16. Métodos velocidade - área • Têm como base a fórmula • É necessário, portanto, medir a velocidade de escoamento e a área do perfil transversal • Problemas: • A velocidade do rio é a mesma ao longo de toda a seção transversal? • Em que ponto da seção transversal deveremos medir? • Como determinar a área da seção transversal?

  17. Velocidade do escoamento • É o resultado de • Forças da gravidade • Força de resistência: fricção nas paredes do canal (rugosidade) e turbulência • A velocidade varia: • Com a distância ao leito • Com a distância às beiras • No tempo e espaço

  18. Métodos velocidade - área • Flutuadores • Idéia central – jogar um objeto leve e bem visível, na corrente • Medir distância percorrida e tempo • Medir área da seção transversal • Simples e rápido, porém fornece resultados incertos

  19. Molinetes ou correntômetros • Pequena hélice que, acoplada a um eixo que gira no sentido contrário ao do fluxo, manda sinais elétricos a um contador de rotações • Quando posicionados em diversos pontos da seção do rio, determinam o perfil de velocidades desta seção • Conta giros: envia o sinal a um operador a cada número n de voltas (5, 10, etc.) por unidade de tempo • a e b são características do aparelho Cônicos (concha) de hélice

  20. Uso do molinete • Medição a vau • Sobre ponte • Com teleférico • Com barco fixo • Com barco móvel lastro

  21. Medição a vau • Cursos d´água de pouca profundidade (< 1,20m) • O correntômetro é fixado a uma barra • Mantém-se uma distância mínima do leito (> 20 cm)

  22. Sobre ponte • Facilita, em alguns casos, a medição da velocidade • Pilares apoiados no leito alteram a velocidade • Determinação da geometria da seção é complicada • Escolher uma seção menos influenciada

  23. Com teleférico • Usado em rios não muito largos • Necessidade de fixação dos cabos nas margens

  24. Com barco • Barco fixo nas margens • Barco móvel – o barco se movimenta com velocidade constante de uma margem a outra

  25. Método velocidade - área • Aonde medir a velocidade, se ela varia na horizontal e a vertical? • Grandeza extremamente variável • Idealmente se deveria medir em um número suficiente de pontos verticais e horizontais de maneira a permitir uma boa representação da distribuição de velocidades da seção. • Como a distribuição de velocidade em rios naturais é muito variável, é necessário medir em várias verticais e em cada vertical.

  26. Velocidade média na vertical - USGS • USGS (United States Geological Survey) - desenvolveram uma técnica padrão para determinar a velocidade “média” em uma vertical. • Se a profundidade da vertical for menor do que 0,75 m a velocidade média ocorre a 6/10 (0,6D) da profundidade total. • Se a profundidade da vertical for maior do que 0,75 m  a velocidade deve ser medida a 2/10 (0,2D) e 8/10 (0,8D), e a média dos dois pontos é considerada a velocidade média da vertical.

  27. Método velocidade - área Portanto, em uma seção, a distribuição de medições do correntômetro ficaria.

  28. Calhas e vertedores • Paredes, diques ou aberturas (estruturas hidráulicas), de geometria definida, através das quais a água do rio escoa • Obrigam a água a passar por uma “situação” na qual as variáveis envolvidas na determinação da vazão (velocidade, altura de água, regime, etc.) fique mais confiável • Fornecem diretamente a vazão, a partir da leitura da cota calhas vertedores

  29. Calhas • Possuem dimensões padronizadas A vazão é determinada diretamente pelo nível d’agua registrado • Princípio – a vazão que passa pela calha é a mesma que passa em outra seção do rio • Pode-se determinar a curva-chave em outros pontos do rio medindo-se a vazão na calha e as cotas na seção transversal selecionada CalhaParshall

  30. Calhas • Equação definida para estimativa de vazão, do tipo • C e n coeficientes que dependem da dimensão da calha, • W a largura da calha e • Ha a carga hidráulica no meio da contração. Ha medido a 2/3 a montante da contração máxima

  31. Vertedores • Usam o mesmo princípio de medição que as calhas – determinação da vazão a partir do nível da água (medido a uma certa distância do ponto de instalação da calha) • Servem para pequenos cursos de água e apresentam grande precisão. • Soleira espessa e soleira delgada • Soleira delgada - placa fina que intercepta transversalmente o curso d´água (triangular, retangular, trapezoidal, etc.) • Soleira espessa – elevação plana do fundo do canal ou leito do rio e > 0,66H Soleira delgada Soleira espessa

  32. Vertedores de soleira delgada Seção simples Seção composta

  33. Vertedores

  34. Vertedores • A descarga através dos vertedores depende fundamentalmente de H, medido em um ponto do rio sem influencia do vertedor • H – diferença entre a cota do rio e a crista do vertedor.

  35. Algumas equações de descarga

  36. ADCP (Acoustic Doppler Current Profiler) • Método direto • Mede a velocidade de fluxo a partir da velocidade das partículas em suspensão • Transmite ondas de som na água e recebe o reflexo (eco) proveniente do fundo e das partículas suspensas na água (ecobatímetro) • Mede a velocidade da vertical de uma só vez (não é pontual como os molinetes) • Efeito Doppler: mudança na freqüência de uma onda sonora causada pelo movimento relativo entre o aparelho transmissor de som (transdutor) e o material em suspensão na água

  37. Medindo vazões com ADCP O ADCP permite fazer medições em locais remotos e de difícil acesso, pode ser instalado em barcos e voadeiras.

  38. Traçadores (corantes) Determinam a velocidade baseados no deslocamento do traçador. É um método aproximado Utilizado em locais onde os métodos anteriores são inviáveis

  39. Medir vazão em alguns rios não é simples

  40. Curva chave • A determinação de vazões é um processo demorado e oneroso, principalmente em grandes rios • Toda medida de vazão é referida a um nível, altura ou uma cota de referência. A vazão medida é função dessa cota. • Experimentalmente, determina-se a relação entre a altura e a vazão. Essa relação denomina-se curva chave, que é específica de cada seção do rio. • A curva chave se justifica porque é muito mais fácil medir o nível do rio do que sua vazão

  41. Medição do nível do rio (cota) • A medida da cota pode ser feita usando: • Escalas graduadas, instaladas em estruturas como pontes, beiras de rio, etc. • Sensores, instalados em estações hidrológicas automáticas. Ref.: Porto et al. (2003)

  42. Escalas graduadas • Escalas graduadas, réguas ou limnímetros • Elementos verticais de 1m graduados em cm • Aço inoxidável ou madeira • O observador faz leitura das cotas diariamente Ref.: Porto et al. (2003)

  43. Limnígrafo • grava as variações de nível continuamente no tempo • Permite registrar eventos significativos, de curta duração, ocorrendo essencialmente em pequenas bacias Limnígrafo de bóia Ref.: Porto et al. (2003)

  44. Curva-chave Se conhecermos a variação de nível do rio ao logo do tempo, a curva chave nos permite obter a série de vazões.

  45. Traçado da curva chave • A curva chave pode ser determinada a partir de um método de ajustes de curva – interpolação dos pontos • Extrapolação - deve ser cuidadosa, pois pode haver variações consideráveis na seção transversal do rio • Interpretação da curva-chave - deve considerar todas as informações disponíveis, pesquisando-se históricos e relatórios de inspeção, alterações da posição das réguas e das seções transversais, e possíveis mudanças nas condições de escoamento nas proximidades das seções

  46. Traçado da curva chave

  47. Variação da curva-chave com o tempo • Curva-chave: intimamente ligada às características hidráulicas da seção de controle • Variação da expressão matemática quando há variação nestas constantes • Alterações na geometria da seção: erosões ou assoreamento causam mudanças na velocidade do escoamento, relações entre área, raio hidráulico e profundidade, afetando a relação cota-descarga Ref.: Porto et al. (2003)

  48. Extrapolação da curva-chave Ref.: Porto et al. (2003)

  49. Seção para controle • Lugar de fácil acesso • Seção com forma regular – a regularidade da seção facilita a operação de levantamento dos pares cota-vazão, diminuindo a possibilidade de erros na determinação da curva-chave • Trecho retilíneo e com declividade constante – o escoamento possui um comportamento relativamente uniforme nas suas imediações. Isso facilita as medições a serem realizadas, não havendo perturbações no escoamento devido a meandros ou ressaltos decorrentes da variação da declividade • Margem e leito não erodíveis – garante a integridade da seção levantada por longo tempo • Velocidades entre 0,2 e 2 m/s – minimiza o erro das medições • Constância das características hidráulicas – nível, velocidade, declividade, área da seção

  50. Séries históricas • Séries históricas • Úteis para diversos projetos de engenharia • Responder perguntas tais como: • Onde existe água? • Quanta água existe? • Como ela varia sazonalmente? • Balanceamento das disponibilidades e demandas ao longo do tempo • Riscos no abastecimento em função da diminuição da vazão • Dimensionamento das obras hidráulicas • Tratamento das séries históricas

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